Para se fazer bem alguma coisa é preciso gostar do que faz, antes de escolher uma carreira as pessoas costumam pensar e pensar... no meu caso acho que foi um impulso pensado, estranho, mas é assim.


Como você vê o jornalismo? Como uma utilidade pública? Como uma profissão para boêmios ou uma atividade sisuda para pessoas quadradas? Eu vejo como a minha vida, a minha profissão, o que eu resolvi escolher para fazer, assim... num espasmo momentâneo de “impulso pensado”.

A arte de escrever, a redação, as incessantes e longas - e também prazerosas - horas de leitura. A pirâmide invertida, o lead, o dead line, o texto literário, as passagens, as pesquisas, os off’s, as pautas. Tudo isso agora faz parte da minha vida. Aprendi, aprendo e ainda vou aprender muita coisa. Mas o mais importante é a lição que temos todos os dias nas aulas e nos laboratórios: lidamos com pessoas e suas histórias, somos ouvintes e reprodutores de cada narrativa, abrimos as aspas dos pensamentos e pontuamos cada linha preenchida com opiniões diversas. Afinal, é nosso dever ouvir todos os lados, mas também é importante emitir o nosso ponto de vista.

Imparcialidade é um dever, passividade é burrice. Não somos treinados para sentar e transcrever o que nos foi dito. Aprendemos a apurar, ouvir, entender, explicar e tornar público - numa forma mais funcional de ver as coisas. Mas também sabemos ser complexos, saber um pouco de cada coisa é nossa obrigação.

Soa um tanto ambicioso demais querer escrever o que é o jornalismo de verdade, nem sei nada sobre o assunto, sei o que devo saber e também o que devo aprender, e uma noção de que desconheço o que devo conhecer, cabe agora correr atrás, conhecer o desconhecido e descobrir o mais desconhecido ainda.

Sou de uma turma que se aproxima do fim do começo, já é o último ano, findará uma época de aprendizado e começará outra. É assim que a vida segue, feita de etapas. O mercado nos espera, o mundo real está logo ali, sem intervalo no chafariz, sem sonecas no meio das aulas, sem brincadeiras insanas e seções de fotos que começam do nada.

O tempo corre, aproveitemos enquanto dura, vamos treinando para ser grandes profissionais e pessoas de caráter. Conhecimento nunca é demais, aumentam os centímetros das nossas mentes, fechando uma diagramação perfeita com títulos inteligentes. As amizades feitas não desaparecem, o tempo pode até distanciar, mas uma história já foi escrita e o texto não foi editado, está tudo na íntegra.